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Perguntado se, com a saída do técnico Bernardinho do comando técnico da seleção, seria possível o Brasil continuar com a saga de vitórias olímpicas, Serginho na verdade se ateve mais ao problema dos investimentos dos clubes nas categorias de base do que na simples troca do ex-treinador pelo atual, Renan Dal Zotto. Para o líbero, há poucos clubes investindo, e, com isso, caem a renovação e o nível técnico. 

– Hoje a seleção tem uma base, acho que só saí eu. A estrutura é a mesma. Porém, para daqui a dois ciclos olímpicos, isso me preocupa bastante, porque o nível técnico das categorias de base da seleção brasileira caiu muito, até dos clubes caiu muito.  Acho que até pela falta de investimento. Você vê… Os times de vôlei… Tem time que um ano ele tem, no outro ano ele acaba. Esse impasse de não ter uma sequência. Então hoje os clubes mais tradicionais, se você for pegar, a longo prazo, se você for ver, o Minas sempre tem um time ali, sempre investe na base. O Cruzeiro, que é o atual campeão brasileiro e campeão mundial, está fazendo um trabalho. E o próprio Sesi também. Mas só que se você for contar quantas pessoas praticam o esporte no país, só para ter três, quatro times que revelam jogadores, é muito pouco.

O narrador Galvão Bueno lembrou do corte de investimentos das empresas pela crise financeira pela qual passa o país. Antes, a apresentadora Fernanda Gentil havia perguntado se ele sentia falta da Seleção – o líbero se aposentou da camisa amarela logo após o ouro olímpico na Rio-2016.

– Sinto saudade das pessoas, não tem como. É como se fosse uma faculdade, uma escola. Mas da rotina, não. Você tem que alongar… Não tem como não sentir saudade de um Giba, de um Gustavo.

O sonho de jogar no Corinthians

Sobre a ida para o projeto de vôlei no Corinthians, seu time de coração, com a cidade de Guarulhos, Serginho se sente totalmente realizado e confessou que foi, para ele, uma boa surpresa.

– Feliz demais, mas achei que depois da Olimpíada eu não ia conseguir. Sempre tive esse sonho. Como estou em final de carreira, eu falo que sou um ex-jogador em atividade, né, porque eu acho que já parei de jogar – disse, aos risos, o ídolo brasileiro, hoje com 41 anos.

Galvão Bueno contra-argumentou que o considera ainda um menino, que não joga mais na Seleção “porque não quer”. Tanto o locutor e apresentador como o comentarista de arbitragem Arnaldo Cezar Coelho e o atacante Lucas, do PSG, outro convidado do programa, lembraram que Serginho sempre foi também bom de futebol. E o ídolo brasileiro explicou o encontro com o time de coração pelo qual sempre foi apaixonado.

– Uma coisa interligou a outra. Comecei a fazer minhas categorias de base em Guarulhos, e hoje o time é Corinthians/Guarulhos. Então o prefeito abriu as portas para que a gente levasse o time do Corinthians para a cidade de Guarulhos no mesmo ginásio em que comecei a jogar. Então eu vou ter a oportunidade de encerrar a minha carreira no time, no ginásio e na cidade que me abriu as portas quando eu era moleque.

 

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